BASES TEÓRICAS USADAS NAS SESSÕES DE PSICOTERAPIA TRANSPESSOAL RESSIGNIFICATIVA - PTR 

         

O trabalho com a PTR exige do profissional muitos recursos teóricos, práticos e grande acuidade de saber, pois o estado ampliado de consciência permite uma exploração infindável de todas as potencialidades da mente subconsciente e inconsciente.

Segundo o psicólogo norte-americano Ken Wilber "todo comportamento é sobredeterminado", ou seja, para cada problema psicológico existem diversas causas e origens. Essas causas podem estar localizadas em alguns arquivos do incosnciente, remontando um passado próximo ou distante, que ficaram mal resolvidas no inconsciente profundo. Neste estado a mente supera a relatividade quadridimensional do tempo, pois nesse nível mental há uma diminuição da atividade do hemisfério esquerdo que é racional e crítico e aumenta a atividade do hemisfério direito (intuitivo) -- no meu consultório posso monitorar essa atividade cerebral com uma aparelhagem computadorizada de última geração, que são os equipamentos de Neurofeedback e Biofeedback. Neste momento, o senso crítico racional, que precisa ver para crer, está mais contido, pois ele é o responsável pelo crivo que impede a mente  de aceitar, perceber e se abrir para novas realidades. Concomitantemente, a parte da mente subconsciente e inconsciente que é menos racional,  mais intuitiva, aceita novas idéias e sentimentos emitidos pela consciência do paciente, baseando-se em seus próprios interesses e valores.

Apesar desta parte racional ser considerada, por alguns teóricos, como fazendo parte só da mente consciente,  a experiência com a PTR nos demonstra  que em algumas  das dimensões do inconsciente essa racionalidade também existe, sendo, então, no  uso dela,    que o profissional pode aproveitar para ajudar o seu paciente. Pois, assim como a consciência racional exige coerência e provas para aceitar e mudar de comportamento, uma parte do inconsciente e subconsciente também fazem o mesmo.

Colocar alguém em nível ampliado de consciência não resolve nenhum problema; proporciona, apenas, uma abertura da mente inconsciente e subconsciente  para que a mente consciente possa entrar nela e explora-la. Colocar o paciente em nível ampliado de consciência não potencializa a mente e nem lhe  dá poderes paranormais. Estas capacidades sempre estiveram nela, mas não eram percebidas pela consciência racional, que duvida que pode... se curar, realizar algo, etc. e, portanto, não se motiva a realizar tais empreendimentos. Afinal, ninguém se propõe a fazer algo que julga não poder alcançar.

A crença em algo é interpretado como realidade plena pela mente  inconsciente e isso pode criar uma doença e também cura-la. Essa é a base dessa modalidade de psicoterapia.

Exemplificando, os laboratórios farmacêuticos, antes de colocarem uma nova medicação no mercado, fazem testes com um grupo de pessoas que ingere  apenas placebos (suposto remédio sem nenhuma substancia ativa, apenas água e corante). Os resultados  são impressionantes, pois a eficácia se aproxima muito daquele grupo que realmente tomou a medicação.

Quando a mente acredita em algo, sua crença é uma realidade subjetiva que age sobre ela mesma. A pessoa se comporta conforme sua própria realidade perceptual.

O conhecimento tido como real para a mente depende do nível dimensional onde ela se situa. Segundo o renomado Psicólogo, escritor e conferencista norte-americano Ken Wilber a mente trabalha como um espectro de luz, em divesas faixas de frequências vibracionais. Quando a mente está sintonizada em faixas egóicas e existenciais está funcionando dentro do dualismo da relatividade.. quente/frio, grande/pequeno..

A PTR permite que  a mente se situe em outros níveis de consciência que vão além da relatividade racional egóica, alcançando, assim, certos níveis hologrâmicos como o  inconsciente coletivo de Jung.

 

“O inconsciente possui todas as capacidades de sabedoria que são completamente ignoradas pelo consciente. O inconsciente tem a sua disposição não apenas todo o potencial psíquico, parcialmente oculto devido a ter sido esquecido ou escondido pelo consciente, mas toda a experiência armazenada de incontáveis eras ao longo do tempo e que se encontram potencialmente no cérebro humano.” – Carl Gustav Jung. (Soultherapynow.com)

 

"...Chegamos, portanto, a uma surpreendente conclusão. Visto que os modos de conhecer correspondem a níveis de consciência, e visto que a Realidade é um modo particular de conhecer, disso se segue que a Realidade é um nível de consciência, o que, todavia, não quer dizer que a “substância” da realidade seja a “substância da consciência”, nem que os “objetos materiais” sejam realmente feitos de consciência, nem que a consciência seja alguma nuvem nebulosa de algum grude não-diferenciado. Quer dizer apenas — e aqui precisamos voltar atrás temporariamente, e recorrer à linguagem dualística - que a Realidade é o revelado a partir do nível não-dual da consciência a que demos o nome de Mente. Que ela é revelada é uma questão de fato experimental; o que é revelado, contudo, não pode ser precisamente descrito sem voltarmos ao modo simbólico de conhecer. Assim sendo, sustentamos que a realidade não é ideal, não é material, não é espiritual, não é concreta, não é mecanicista, não é vitalista - a Realidade é um nível de consciência, e só esse nível é Real. "   (Extraído do livro O Espectro da Consciência de Ken Wilber)

 

Na prática da PTR, quando o paciente localiza seus conteúdos causais inconscientes, os questionamentos epistemológicas do profissional são inúteis. O que importa é o conteúdo subjetivo, é o real  naquele nível de consciência do sujeito.

 

Se juntarmos todas as teorias, conhecimentos e   funções do inconsciente, não chegaríamos nem perto do seu potencial real e,  daquilo que ele é capaz.

Pesquisas apontam que o nosso inconsciente é responsável por 95% das nossas ações diárias.

Como Psicólogo/hipnólogo tenho pesquisado, estudado, explorado, experienciado, incansavelmente os recursos do inconsciente, carregando toda uma bagagem de vida e conhecimentos de toda ordem, principalmente os das  novas descobertas da  Física Quântica e a utilização de equipamentos computadorizados de neuro e biofeedback, que permitem uma exploração mais objetiva da dimensões da mente inconsciente.

Através disso, em minha prática de hipnoterapeuta, elaborei uma metodologia  que permite  solucionar muitos transtornos psicológicos em brevíssimas sessões. Essa metodologia  partiu do princípio que o ser humano  possui esses diversos níveis de mente e que o seu inconsciente possui  muitas capacidades transcendentes, não locais e inexploradas.

"O inconsciente não contém apenas causas de sofrimentos psicológicos, mas também a etiologia emocional dos males físicos, o registro completo e ativo de inconscientes dos ancestrais e a memória de todas as vivências pessoais, desde a concepção. E que ele não precisa ser aflorado simbolicamente, mas pode ser conhecido diretamente. Além disso o inconsciente é muito mais que um depósito de arquivos de fatos passados. Ele é uma incomensurável capacidade mental para assuntos atuais e futuros, um núcleo de conhecimentos gerais, que proporciona a compreensão profunda da pessoa em relação a si mesma e que conduz ao inequívoco delineamento da constituição intrínseca e estável do ser humano e de suas reais necessidades onto-antropológicas, expressas pelo seu nível noológico. O inconsciente evidencia-se como um outro nível de percepção cognitiva, diferente do processo cognitivo consciente. Assim o inconsciente, pela abordagem direta, revela, além dos impulsos recaldos de Freud e além das características arcaicas de jung, novos conteúdos e componentes diversificados, capacidades extraordinárias, percepções cognitivas mais amplas e profundas, propriedades especiais, o núcleo de constituição onto-antropológica, funções orgânicas, psicossomáticas, noológicas e outras realidades.    

Renate jost de Moraes.

Relevante é o fato de que essas capacidades do inconsciente, podem ser exploradas na reprogramação do comportamento humano usando das próprias escolhas do paciente, que decide qual  a  nova reprogramação para sua mente.

 

 “Em questões científicas, é sempre a experiência e nunca a autoridade, que dá o veredito final, seja contra ou a favor”

                                                                                                                                Freud